Uma questão de ser
Odeio me sentir como eu estou me sentindo agora. Como se
eu não fosse boa o bastante para que alguma coisa sincera venha até a mim. É
difícil olhar em volta e perceber que o quê desejo está estreitamente
complicado de acontecer. O mundo ta tão mal que se a gente não tiver cabeça
forte pode acabar caindo em algumas ciladas por ai.
Nos últimos dias tenho estado um pouco cansada de andar e
andar e acabar sempre parando no mesmo lugar. Eu tive uma criação muito
conservada, minha mãe me criou nesse mundo de uma forma que eu sempre soubesse
antes que eu valorize alguém, me auto valorizasse. Eu tenho me conservado
assim, da forma que fui criada. Sempre me limitando as libertinagens desse
mundo, sabendo aproveitar as virtudes da minha idade.
Pessoas como eu se complicam um pouco quando a questão é
encontrar alguém que não corrompa esses costumes. Alguém que seja a altura e
não nos engane. Pois é, ai é que se encontra o problema. Além dessa minha
“conservação”, eu acabo transmitindo as pessoas como primeira impressão parecer
alguém muito bruta, ou até mesmo antipática. De uns tempos pra cá, tenho achado
que “cara de abestalhada” tem se encaixado nesse perfil de primeiras
impressões. Sempre fui tímida, e eu acho – quase certeza – de que isso me
empata um pouco em algumas situações. Ao mesmo tempo um ar de segurança que eu
acabo transmitindo no olhar fazem as pessoas se enganarem um pouco na minha
forma de ser.
Apesar de ser assim, desse jeito, acredite eu me engano
fácil. Confesso que muita das vezes eu consigo acerta quando me dou de cara com
alguém, e em determinadas vezes não. E é ai que eu me lenho. Quando eu crio um
gosto pela pessoa, possa até não ter muito tempo, ou eu posso até não conhece-la
bem, eu acabo dando espaço e cedendo confiança um pouco cedo demais. Me engano,
me iludo e sempre tem um alguém que tira aproveito disso. E ai a mentira entra
em jogo. Deixar algumas coisas encobertas não cai muito bem quando o assunto é
primeiras impressões. Se já de cara você encoberta coisas significativas sobre
sua vida, imagine em situações mais profundas em uma relação.
Tenho me perguntado frequentemente: até aonde alguém acha
que pode acobertar algo relevante sobre sua vida? Até quando ela acha que isso
vai ficar em oculto? O que leva alguém a mentir? Se caso você saiba a resposta,
suplico que me diga. Estou exausta de tentar entender a mente humana e acabar
ficando por baixo das falhas que eu acabo descobrindo que minha espécie tem. Se
interessar por alguém é bem legal, mas isso não vale pra quem já escolheu com
quem quer ficar.
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